Tutorial - Como funciona um pendrive?
0 Deixe um comentário!Encontrar alguém que não saiba o que é um pendrive hoje é quase tão difícil quanto alguém que não conheça o Sílvio Santos. Exageros à parte, os pen drives são tão populares que é difícil acreditar que ninguém tenha pensado neles antes do temidos disquetes e seus estonteantes 2 MB de armazenamento. Apesar de estar no bolso, na bolsa, no pescoço, mala e em todos os lugares, nem todos sabem como funciona uma das maravilhas do mundo da informática. Para desvendar este mito, hoje você vai conhecer um pouco sobre a história, funcionamento e formas de aprimorar e dicas para não cair no truque do pendrive de etiqueta.
História do Pendrive: A história do pendrive é bem curta e teve início no ano 2000. Já a da memória flash, que é a utilizada nestes dispositivos, começou em 1980 com a Toshiba. Os primeiros modelos de pendrive foram fabricados pela Trek Technology em conjunto com a IBM, e eram chamados de DiskOnKey. A capacidade de armazenamento dos primeiros pendrives começou em 8 MB, o que era muito para época, tendo em vista que os disquetes armazenavam no máximo 2,88 MB. O tempo foi passando e, dos míseros 8 MB, chegamos a pendrives com 64 GB ou mais em menos de dez anos de história.

O Que faz dele um fenômeno?: Ninguém duvida que os pendrives sejam fenômenos de venda em todos os lugares do mundo. Mas, o que faz deles tão populares? A resposta pode estar em uma palavra: energia. Parece estranho, mas um dos fatores que contribuiu para o boom deste tipo de dispositivo é a não necessidade de energia para manter os dados armazenados, e continuar sendo muito seguro e estável – ao contrário dos disquetes.
O princípio é parecido com o de alguns celulares mais antigos, por exemplo. Eles armazenam configurações como hora e data, mas quando retiramos a bateria – deixamos de fornecer energia – estes dados são perdidos. Isso não acontece nos pendrives, pois se nenhum acidente ocorrer, os dados sempre estarão lá.

Os pendrives também são conhecidos por USB Flash Drives, pois utilizam uma memória flash como modo de armazenamento. Uma das vantagens desse tipo de memória para as demais é o fato de ela ser eletrônica e não magnética – como eram os disquetes -, dessa maneira os dados gravados dificilmente se perdem caso haja interferências de campos magnéticos.
Simplificando, os pendrives possuem um chip gravável e regravável e o processo de armazenamento se dá por meio de elétrons que ao receberem carga positiva se tornam um número 1 e, ao perder em carga, se transformam em 0. É o famoso código binário em ação. Além de ser seguro, pequeno e fácil de usar, outro fator que faz dos pendrives verdadeiros sucessos de venda é a possibilidade de encontrar modelos muito loucos.
Pendrives falços?: Por terem se tornado “pop stars”, os pendrives estão constantemente na mira de falsificadores e, junto a outros equipamentos eletrônicos – celulares e MP3 players –, são a “menina dos olhos” dos xing-lings de plantão. As marcas líderes deste mercado como a Kingston, SanDisk, HP e Memorex, por exemplo, são as que mais sofrem com falsificações.
O pior é que as falsificações estão ficando a cada dia mais perfeitas, dessa maneira é difícil para o consumidor saber quando está comprando gato por lebre. Por isso, a Kingston, por exemplo, disponibiliza ao seu consumidor um site para identificar pendrives falsos.
256 GB por 1,99?: Um dos golpes mais comuns pregados por pendrives xing-lings é vender uma capacidade de armazenamento muito maior do ele possui realmente. É o caso do pendrive de etiqueta, ou seja, você compra um dispositivo com 4 GB na etiqueta, mas na verdade ele tem, por exemplo, 1 GB ou até menos. Isso acontece com muita frequência quando o consumidor vai atrás exclusivamente do preço e se esquece da qualidade. Por isso, desconfie de pendrives com alto valor de armazenamento e com valor muito baixo, pois certamente você vai cair em uma fria.
O pendrive é o queridinho dos usuários que precisam transportar arquivos de um lado para o outro. Em primeiro lugar por ser seguro e também, atualmente, acessível. Com uma história recente, mas com muito desenvolvimento, hoje ele reina soberano nos bolsos e portas USB pelo mundo afora. Contudo, apesar de o pendrive estar em evidência, os fabricantes nunca deixam de inovar e criar novos formatos, para que capacidades e melhorias são adicionadas ao dispositivo.
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Tutorial - Saiba a diferença entre 32 bit e 64 bit
0 Deixe um comentário!Você sabe as diferenças entre 32 bit e 64 bit? Sabe quais as vantagens e desvantagens de se ter um processador ou um sistema operacional em um ou outro padrão? Bom... para começar, é bom entender que bit é uma unidade. Do mesmo jeito que os metros servem para medir distâncias, o bit serve como medida de informação digital. Teoricamente, o processador de 64 bit pode processar o dobro de bits que um processador de 32 bit ao mesmo tempo. Isso é até meio óbvio. Outra vantagem dos processadores de 64 bit é que eles conseguem gerenciar muito mais memória RAM. Os de 32bit só trabalham com o máximo de 4 giga, número baixo se levarmos em consideração as exigências de alguns programas que já fazem parte do nosso dia-a-dia. Só que para todo esse potencial seja aproveitado ao máximo, é necessário que o seu sistema operacional também opere em 64bit. Por isso mesmo, o Windows XP, o Vista e, mais recentemente, o Windows 7, oferecem as 2 possibilidades.
Até pouco tempo, por mais que você tivesse um processador e um sistema operacional rodando em 64 bit, ainda enfrentaria problemas. É que a maioria dos programas disponíveis no mercado ainda não tinha se adaptado à nova realidade. Hoje, quase todos os softwares já rodam na nova plataforma. Portanto, é bom que você dê preferência a um processador 64bit e a um sistema operacional 64bit a partir de agora. Aliás, os processadores de 32 bit, tão fortes no mercado até pouquíssimo tempo, já estão caminhando para o esquecimento. E você sabe se o seu processador já é 64bit? Para descobrir estas e outras informações a respeito do seu chip, como velocidade, família e tecnologia empregada, baixe o CPU-Z clicando aqui, esse programa ira te informar todos estes detalhes!
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Atom: um processador para produtos diferenciados
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Um processador feito sob medida para equipamentos portáteis como netbooks, dispositivos de internet móvel, set top boxes, blu-ray players e muitos outros. O Atom permite que estes aparelhos sejam muito mais eficientes, e possam realizar tarefas que os modelos anteriores nem sonhavam em exercer. É graças a um processador como o Atom que você consegue, por exemplo, assistir a um canal de TV em alta definição enquanto o set top Box grava um outro canal, também em HD. É muita informação sendo processada simultaneamente, e os chips existentes, até então, não conseguiam tanta performance.
“A plataforma Atom proporciona a riqueza da performance e economia de energia sem lançar mão do design diferenciado. Por isso que a Intel trouxe uma ecossistema de desenvolvedores de software que proporcionaram o desenvolvimento de vários aplicativos sem limites em termos de funcionalidade para o usuário final”, explica o diretor de Marketing da Intel Brasil, Cássio Tietê.
A Intel reservou os processadores da família Atom para a sua categoria de inovação. Isso significa que vários gadgets deverão surgir tendo como base as vantagens que esse chip oferece. Um exemplo são aparelhos como esse que, em breve, devem começar a aparecer no mercado brasileiro. Trata-se de um telefone fixo, mas além da linha comum, ele também se conecta à internet.
“Cada vez que você tinha um novo produto, você precisa de uma série de aplicativos e ai você precisa de uma comunidade. A Intel tem um programa de desenvolvedores que agora são mais de 20 mil em todo o mundo, e aqui no Brasil temos mais de 600 desenvolvedores”, conta o diretor da área de software da Intel América Latina, Omar Toral.
Vídeo - Atom: um processador para produtos diferenciados
0 Deixe um comentário!Microsoft demonstra mouses multi-touch
0 Deixe um comentário!Depois de ter invadido os telefones e notebooks, a tecnologia de múltiplos toques (multi-touch) poderá em breve chegar também aos mouses.
Depois do rumor de que a Apple estaria trabalhando em um novo conceito de mouse que inclui a tecnologia, parece que a Microsoft também está desenvolvendo sua solução. Durante uma visita aos laboratórios da Microsoft, o pessoal do CrunchGear conseguiu (e filmou) demonstrações ao vivo de vários protótipos de mouses multi-touch da equipe "Applied Sciences", da MS.
Os protótipos incluem um mouse que possui uma espécie de capa que cobre toda a metade frontal do mouse, sendo esta a área sensível ao toque. Já outro dispositivo possui uma placa acrílica em sua parte frontal, e uma câmera infravermelho que captura os movimentos dos dedos. Há ainda um outro modelo, mecânico, com dois braços articulados, que o usuário pode controlar com os dedos polegar e indicador.
O mouse da Apple, em desenvolvimento, não fica atrás. O AppleInsider recentemente reportou que os futuros iMacs serão vendidos com um novo mouse, que terá uma 'área sensível ao toque expandida' e um 'mecanismo de detecção de múltiplos pontos de toque', estes descritos nas patentes recentemente registradas pela Apple. É esperado que o novo mouse da Apple exclua de vez a bola de rolagem (scrolling ball) existente no atual Mighty Mouse.
Razer Lança Mouse Abyssus
0 Deixe um comentário!A Razer lançou hoje o Abyssus, um mouse desenvolvido para os aficionados em jogos.
O mouse suporta três níveis de configurações de dpi (450 dpi, 1.800 dpi ou 3.500 dpi),
possui design ambidestro, três botões programáveis, botão de rolagem com 24 posições e tempo de resposta de 1 ms. O preço do mouse Razer Abyssus nos EUA é de US$ 49,99.
Freecom Lança Disco Rígido Externo USB 3.0
0 Deixe um comentário!A alemã Freecom lançou o primeiro disco rígido externo do mercado compatível com a nova interface USB 3.0.
O XS 3.0 é um disco rígido de 3,5” disponível em capacidades de 1 TB, 1,5 TB e 2 TB possui criptografia AES de 256 bits baseada em hardware, taxa de transferência máxima de 130 MB/s, revestimento emborrachado para reduzir o nível de ruído, pesa 860 g e é compatível com interfaces USB 2.0/1.1. Como a oferta de placas-mãe e/ou placas controladoras com interface USB 3.0 ainda é pequena, a Freecom também lançou uma placa controladora USB 3.0 (€ 25,95 versão para desktop e € 29,95 versão para notebook) para dar suporte aos seus novos discos. Os discos rígidos XS 3.0 chegarão ao mercado europeu em meados de novembro com o modelo de 1 TB custando € 119.
Thermaltake Lança Gabinete Element V
0 Deixe um comentário!A Thermaltake acaba de lançar o seu mais novo gabinete “full-tower” desenvolvido para os aficionados em jogos.
O Element V (VL20001W2Z) é feito em aço revestido de zinco (SECC), mede 53,2 cm x 22 cm x 53,7 cm (A x L x P), pesa 17 Kg, possui cinco baias externas de 5 ¼”, seis baias internas de 3 ½”, uma baia interna de 2,5”, sete slots para placas de expansão, duas ventoinhas de 120 mm na parte frontal, uma ventoinha de 200 mm na parte superior, uma ventoinha de 230 mm no painel esquerdo, uma ventoinha de 120 mm no painel traseiro e suporte para uma ventoinha opcional de 200 mm ou 120 mm no painel superior ou duas ventoinhas de 50 mm no painel traseiro. O Element V tem ainda quatro portas USB, uma porta eSATA e suporte para a instalação de sistemas de refrigeração líquida. O preço sugerido deste gabinete nos EUA é de US$ 170.
Akasa Lança Gabinete Freedom Xone
0 Deixe um comentário!A Akasa lançou o gabinete torre-média Freedom Xone (AK-BKXNE-01).
Equipado com quatro baias externas de 5 ¼”, uma baia externa de 3 ½”, cinco baias internas de 3 ½” e sete slots para placas de expansão, este novo gabinete da Akasa é feito em aço revestido de zinco (SECC) e mede 44,5 cm x 20 cm x 48,2 cm (A x L x P). No que diz respeito à refrigeração o Freedom vem com uma ventoinha de 120 mm no painel frontal (1.200 rpm; LED branco), uma ventoinha de 140 mm no painel superior (1.000 rpm) e suporta a instalação de três ventoinhas de 120 mm (duas no painel lateral e uma no painel traseiro). Este gabinete vem com duas portas USB, uma porta eSATA, mecanismos que dispensam o uso de parafusos para a instalação das unidades de disco e suporta a instalação de sistemas de refrigeração líquida. Informações sobre preço e disponibilidade não foram divulgadas.
Corsair Lança Fonte de Alimentação de 950 W
0 Deixe um comentário!A Corsair amplia sua série de fontes de alimentação TX (formada pelo os modelos TX650W, TX750W e TX850W) com o lançamento do modelo TX950W (CMPSU-950TX).
Esta fonte de 950 W é compatível com os padrões ATX12V 2.3 e EPS12V 2.91, tem circuito PFC ativo, projeto com um único barramento de +12 V, uma ventoinha de 140 mm, eficiência de 85% (certificação 80Plus Bronze), capacitores sólidos rotulados a 105° C e proteções contra sobretensão (OVP), subtensão (UVP), sobrecarga de potência (OPP), sobrecarga de corrente (OCP) e curto-circuito (SCP). A TX950W está disponível para pré-venda nos EUA por US$ 183.
Corsair Anuncia Memórias Flash USB Survivor GT
0 Deixe um comentário!A Corsair acaba de anunciar sua nova série de memórias flash USB, a Survivor GT. Dois modelos foram anunciados: de 32 GB e 64 GB.
Ambos os modelos são feitos em alumínio aeronáutico anodizado, são à prova d’água (até 200 m), possuem interface USB 2.0 e velocidades de leitura e escrita de até 30 MB/s e 16 MB/s, respectivamente. Informações sobre preço e disponibilidade não foram divulgadas.
Albatron Lança Monitor Com Sensor Óptico
0 Deixe um comentário!A Albatron lançou hoje um monitor de 42” equipado com um sensor óptico sensível ao toque usado para detectar os movimentos do dedo na tela.
De acordo com a empresa, o sensor óptico é mais sensível, eficiente e durável do que a tradicional tecnologia resistiva. Este monitor tem resolução de 1920x1080, relação de contraste de 1000:1, tempo de resposta de 9 ms, taxa de atualização de 120 Hz, brilho de 700 cd/m2 e conectores VGA, DVI, HDMI, RS232C e USB. Informações sobre preço e disponibilidade não foram divulgadas.
Overclock: Entendendo a questão das tensões
0 Deixe um comentário!Um dos pré-requisitos para qualquer overclock mais extremo é configurar a placa-mãe para oferecer um pequeno aumento na tensão (ou seja, na voltagem) do processador e, em muitos casos, também da memória e outros componentes.
À primeira vista, a questão parece bem simples, afinal, nada mais justo que o processador precise de mais energia para funcionar a uma frequência mais elevada. Entretanto, essa aparente simplicidade tem uma série de ramificações mais complicadas.
Na verdade, o que aumenta junto com o clock do processador é a corrente (ou seja, a amperagem, que determina o consumo total) e não a tensão. É por isso que, quase sempre, processadores dentro da mesma arquitetura utilizam a mesma tensão, mesmo que o clock dos diferentes modelos seja diferente. Ao trabalhar em um clock mais alto, o processador simplesmente precisa de mais corrente, mantendo a mesma tensão.
Um Core 2 Quad QX9650 (3.0 GHz), por exemplo, consome cerca de 55 amperes de corrente em full-load, enquanto um Core 2 Quad QX9770 (3.2 GHz) consome cerca de 63 amperes (o consumo varia sutilmente de processador para processador, já que não existem dois processadores exatamente iguais). Entretanto, em ambos os casos a tensão é a mesma: 1.2V.
Por que precisamos então, quase sempre, aumentar a tensão do processador (muitas vezes de forma substancial) para atingir as maiores frequências possíveis ao fazer overclock?
A resposta reside na forma como os processadores processam os sinais. Dentro do processador, os bits "0" são representados por uma tensão mais baixa (geralmente o mais próximo que o fabricante consegue chegar de 0 volts), enquanto os bits "1" são representados por uma tensão mais alta, normalmente equivalente à tensão nominal do processador.
A tensão referente a um bit "0" é chamada de VSS, enquanto a tensão referente a um bit "1" é chamada de VCC, uma opção que você encontrará no Setup de algumas placas.
Grande problema é que, devido a uma série de fatores, as tensões dentro do processador nunca são exatas. Um Core i7 que trabalha com uma tensão nominal de 1.2V, por exemplo, pode receber apenas 1.18V da placa mãe (devido a perda ou inexatidão dos circuitos de alimentação) e os transístores dentro de uma área particular dentro do processador podem receber apenas 1.15 ou 1.16V durante os momentos de maior atividade, por exemplo.
Como é impossível construir transístores com um isolamento perfeito (principalmente quando eles possuem apenas 32 ou 45 nanômetros, como atualmente), as tensões referentes aos bits "0" também variam dentro do processador. Em vez dos 0V teóricos, transístores de uma determinada parte do processador podem receber 0.8 ou 1.0V, por exemplo, que devem ser interpretados como bits "0".
Para que o processador possa funcionar, são especificados valores de tolerância, onde, por exemplo, qualquer tensão até 1.15V é interpretada como um bit "0" e qualquer tensão entre 1.15V e 1.3V é interpretada como um bit "1".
Embora extremamente pequenos e rápidos, os transístores nada mais são do que interruptores em miniatura, que precisam de um pequeno intervalo de tempo para mudar de um estado a outro, ou seja, para alternar entre a tensão VSS (bit 0) e VCC (bit 1). Com isso, a variação de tensão não se parece tanto com um quadrado (como temos nos gráficos de circuitos digitais) mas sim com uma onda, onde os 1.2V de um bit "1" demoram um pequeno intervalo de tempo até caírem abaixo dos 1.15V de um bit "0", e vice-versa.
Ao aumentar o clock do processador, os transístores passam a chavear mais rapidamente, o que faz com que esse delay se torne mais crítico, com os erros passando a serem exponencialmente mais frequentes. Alguns transístores podem passar a atingir apenas 1.12V ao alternar do VSS para o VCC (por exemplo), o que faz com que os bits "1" sejam interpretados como bits "0", produzindo telas azuis e outros erros.
Ao aumentar a tensão do VCC, amenizamos o problema. Se a tensão alvo passa a ser 1.3V em vez de 1.2V, por exemplo, os transístores passam a precisar de menos tempo para atingirem os 1.15V necessários para computar um bit 1 dentro do exemplo.
Naturalmente, como todo bom remédio, o aumento na tensão precisa ser administrado na dose certa, caso contrário faz mais mal do que bem.
O primeiro problema é que aumentar a tensão aumenta o consumo do processador (os transístores passam a usar mais energia para mudar de estado e mais corrente é perdida com o gate-leakage), o que faz com que ele aqueça mais. Quanto maior é o aumento na tensão, maior é o aumento na dissipação térmica, o que em excesso faz com que o processador passe a travar por superaquecimento muito antes de atingir a frequência desejada.
Outro problema é que uma tensão muito alta faz com que os transístores passem a demorar muito tempo para chavear do VCC para o VSS (ou seja, de um bit "1" para um bit "0"), o que também causa erros.
É por isso que, de uma maneira geral, aumentos de até 10% são benignos na maioria dos casos, enquanto aumentos mais agressivos são úteis apenas em casos mais extremos.
Os fabricantes enfrentam este mesmo problema ao lançar séries de processadores com clock mais alto. Na maioria do tempo, o processo consiste em simplesmente selecionar os processadores mais perfeitos, que são capazes de trabalhar a frequências mais altas, e vendê-los dentro das séries mais rápidas, mas em muitos casos eles precisam apelar para o aumento na tensão, assim como ao fazer overclock. Um bom exemplo é o antigo Athlon X2 6000+, onde a AMD foi obrigada a aumentar a tensão de 1.3V para 1.35V para conseguir fazer com que o processador trabalhasse estavelmente a 3.0 GHz.
Por outro lado, séries de baixo consumo (como os processadores ULV da Intel) são capazes de trabalhar com tensões muito mais baixas, mas apenas a frequências de clock igualmente baixas. Um bom exemplo é o Celeron 900 ULV (usado no Eee 900 e em diversos netbooks), um processador baseado no Pentium-M com core Dothan, que tem um TDP de apenas 5 watts, mesmo sendo fabricado usando uma técnica de 0.09 micron.
Voffset e Vdroop: Diferente do que o ajuste disponível no setup nos leva a acreditar, a tensão fornecida pela placa-mãe nunca é fixa, variando de acordo com a utilização (e o consumo) do processador.
Em resumo, o aumento no consumo faz com que a tensão caia momentaneamente (basicamente o mesmo que acontece com a rede elétrica da sua casa ao ligar um chuveiro elétrico), o que faz com que o circuito de alimentação da placa-mãe aumente o fornecimento (ou seja, a amperagem), fazendo com que a tensão volte ao valor inicial.
Quando o processador volta a ficar ocioso, o consumo cai, o que faz com que a tensão suba momentaneamente, o que leva o circuito de alimentação a reduzir o fornecimento, fazendo novamente com que a tensão volte ao valor inicial.
A tensão que era originalmente de 1.2V pode cair quase instantaneamente para 1.14V ao iniciar um teste do SuperPI (que leva a utilização do processador às alturas) e subir para 1.26V quando o teste termina, por exemplo.
Em qualquer placa atual, a variação é muito rápida, levando apenas alguns microsegundos (justamente por isso não é mostrada por nenhum software de monitoramento), mas o dano cumulativo ao longo do tempo acaba abreviando a vida útil do processador.
Para reduzir estes picos de tensão, as placas atuais o uso de duas funções: o Voffset (também chamado de Vdrop, com um "o" só) e o Vdroop (com dois "o"), que trabalham de forma conjunta, reduzindo ligeiramente a tensão do processador e prevenindo variações excessivas na tensão do processador quando ele muda de um estado de alta utilização (e maior consumo) para um estado de baixo consumo.
Com as duas funções ativas, a placa-mãe passa a aplicar uma pequena redução na tensão do processador, que é menor quando ele está ocioso e maior quando ele está em full-load. À primeira vista, parece uma idéia bastante estúpida, já que consiste em limitar o fornecimento justamente quando o processador mais precisa, mas na prática acaba sendo um fator benéfico.
A idéia é que ao fornecer uma tensão um pouco mais baixa quando o processador está em full-load, o circuito ameniza os picos de tensão quando o processador fica ocioso, evitando variações perigosas. Em um exemplo tosco, seria como começar a desacelerar o carro quando você percebe que está chegando perto de um farol fechado.
Com o Vdroop, a placa poderia passar a oferecer 1.18V (em vez de 1.2V) quando o processador está ocioso e 1.14V quando ele está em full-load, fazendo com que a tensão não ultrapasse os 1.2V quando ele volta a ficar ocioso, por exemplo. Dentro do exemplo, a redução de 0.02V nos momentos de ociosidade corresponde ao Voffset (ou Vdrop) e os 0.04V de redução adicional quando o processador está em full-load corresponde ao Vdroop.
O efeito na prática é que as variações nocivas são quase que eliminadas e o processador passa a apresentar um consumo elétrico ligeiramente mais baixo (principalmente em full-load), devido à pequena redução na tensão.
Isso é muito bom para quem pretende manter o processador trabalhando na frequência original, mas não tão bom assim para quem pretende fazer overclock, já que as tensões mais baixas limitam as frequências que o processador é capaz de atingir.
Devido a isso, muitas placas oferecem a opção de desativar ou reduzir o Vdroop no Setup, atendendo à reivindicação do público. Em muitas placas recentes da Asus, por exemplo, está disponível a opção "Load-line Calibration", que reduz o Vdroop através de uma função implementada via software:
Existem também receitas caseiras (pouco recomendáveis) para bipassar o circuito de regulação "na marra", criando uma ponte entre as trilhas com grafite ou solda.
Entretanto, o melhor é manter a função ativa (afinal, ela existe por um bom motivo) e simplesmente compensar o Vdroop com um pequeno aumento adicional na tensão do processador quando necessário.
Desativar o Vdroop acaba servindo apenas para tornar os picos de tensão mais severos (e perigosos) e faz com que o processador dissipe mais calor, o que acaba sendo contra-produtivo. A recomendação geral é que você o mantenha ativo ao fazer overclock, até que atinja o limite como qual o processador funciona estavelmente. A partir daí, você pode pesar os prós e contras de desativar o Vdroop para tentar obter algum pequeno ganho adicional, ou jogar do lado seguro e mantê-lo ativo.
DFI Lança Placa-mãe LANParty BI P43-T34
0 Deixe um comentário!A DFI acaba de ampliar sua série de placas-mãe LANParty Blood Iron com o lançamento da BI P43-T34.
Esta placa-mãe ATX suporta os processadores soquetes 775 Core 2 Duo e Core e Qaud, é baseada no chipset Intel P43 + ICH10, tem quatro slots de memória DDR3-1333, um slot PCI Express x16, seis portas SATA-300, uma porta IDE, 12 conectores USB, rede Gigabit Ethernet e áudio no formato 7.1 (codec Realtek ALC885; resolução de 24 bits, taxa de amostragem de 192 KHz e relação sinal/ruído de 106 dB). Informações sobre preço e disponibilidade não foram divulgadas.
Intel Lança Core i7 960
0 Deixe um comentário!Sem estardalhaço a Intel lançou no mercado o processador Core i7 960. Este modelo soquete 1336 é fabricado com tecnologia de 45 nm, trabalha internamente a 3,2 GHz, tem quatro núcleos de processamento, suporta a tecnologia HyperThreading, tem 8 MB de cache L3, 256 KB de cache L2 por núcleo, controlador de memória DDR3-800/1066 integrado, barramento QPI de 4,8 GT/s, TDP de 130 W e está cotado nos EUA a US$ 562 (lotes de 1.000 unidades).
Sapphire Anuncia Placas de Vídeo Vapor-X HD 5870 e HD 5750
0 Deixe um comentário!A Sapphire anunciou suas placas de vídeo Radeon HD 5870 e HD 5750 equipadas com o cooler Vapor-X (que utiliza tecnologia de câmara de vapor).
Ambas as placas possuem overclock de fábrica (apesar de pequeno), possuem dois conectores DVI, saídas HDMI e DisplayPort e vêm com o jogo DirectX 11 Dirt 2. A Radeon HD 5870 Vapor-X trabalha internamente a 870 MHz (2,35% acima do clock padrão de 850 MHz) e tem 1 GB de memória GDDR5 acessada a 5 GHz QDR (4,17% acima do clock padrão de 4,8 GHz QDR). Já a Radeon HD 5750 Vapor-X trabalha internamente a 710 MHz (1,43% acima do clock padrão de 700 MHz) e tem 1 GB de memória GDDR5 acessada a 4,640 GHz QDR (0,87% acima do clock padrão de 4,6 GHz QDR). Informações sobre preço não foram divulgadas.
Spire Anuncia Cooler CoolNess Laptop Para Notebooks
0 Deixe um comentário!A Spire anunciou o CoolNess Laptop (SP312), um cooler compatível com notebooks equipados com telas de 10” a 17”.
Este produto é feito em cobre, tem uma ventoinha de 200 mm (1.400 rpm), é alimentado através de uma porta USB (dispensando assim o uso de adaptadores ou baterias) e mede 2,7 cm x 32,6 cm x 26,8 cm (A x C x L) . Informações sobre preço não foram divulgadas.



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ATI Eyefinity: mais de 24 megapixels com uma única Radeon
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Em um evento voltado à imprensa, a AMD lançou sua nova tecnologia gráfica, que promete oferecer uma inédita experiência ao usuário. A tecnologia, chamada de Eyefinity, será incorporada na próxima geração de ATI Radeons, e pode suportar até seis monitores simultaneamente, e com uma única placa de vídeo (pelas portas DisplayPort, DVI, HDMI, etc).
Isso graças ao novo chip fabricado sob técnica de 40 nanômetros, que contém 2 bilhões de transístores, e é capaz de efetuar 2,5 trilhões de cálculos por segundo. Os monitores podem ser configurados para formarem "uma tela" apenas, ou exibirem as imagens individualmente. Durante uma apresentação, a AMD instalou seis monitores Dell 3008WFP de 30 polegadas cada, em um arranjo 3x2, a uma resolução de 7680x3200 pixels, ou 24,6 megapixels. Isso é mais de 10 vezes a resolução "full-HD" que chamados hoje. Um ponto legal é que o Windows reconhece os seis como um dispositivo só, eliminando problemas de compatibilidade.
Ainda não há informações oficiais sobre quando a tecnologia chega ao mercado, mas há rumores que Acer, Dell, HP, MSI e Toshiba estão desenvolvendo notebooks com o selo. Jogos devem ficar fantásticos neste tipo de tecnologia – ainda mais com monitores de molduras cada vez mais finas, que estão gradualmente chegando ao mercado. Confira as fotos abaixo.

























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